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Banco Central não tem registro de atuação da mulher de Moraes no Master

As duas instituições estavam entre os órgãos listados no contrato como frentes estratégicas de atuação.

Informações obtidas por meio da Lei de Acesso à Informação indicam que o Banco Central não possui registros de atuação institucional vinculada à advogada Viviane Barci de Moraes no período em que esteve vigente um contrato firmado entre seu escritório e o Banco Master. Segundo a autarquia, não foram identificadas visitas, reuniões ou qualquer tipo de movimentação entre janeiro de 2024 e a data atual.

Posicionamento semelhante foi adotado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que também informou não ter localizado registros de encontros ou tratativas envolvendo a advogada ou representantes de seu escritório. As duas instituições estavam entre os órgãos listados no contrato como frentes estratégicas de atuação junto ao poder público.

Foto: DivulgaçãoAlexandre de Moraes e a sua esposa, Viviane Barci
Alexandre de Moraes e a sua esposa, Viviane Barci

O acordo previa a prestação de serviços jurídicos e institucionais por um período de três anos, com valores mensais elevados e atuação em áreas estratégicas relacionadas à regulação e à concorrência. Apesar da abrangência descrita no documento contratual, não há evidências formais de atividades junto aos órgãos federais mencionados.

Paralelamente, o Banco Central rejeitou a operação de compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB), após apontar indícios de irregularidades contábeis. O caso foi encaminhado ao Ministério Público Federal e segue sob apuração, envolvendo suspeitas de fraudes financeiras e possíveis prejuízos bilionários à instituição compradora.

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