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Flávio Bolsonaro diz que Moraes está “enrolando” para autorizar nova cirurgia de Bolsonaro

De acordo com os advogados, o procedimento demandaria internação entre cinco e sete dias.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), estaria retardando a autorização para uma nova cirurgia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que se encontra detido na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Segundo o parlamentar, existem pareceres médicos que indicam a urgência do procedimento, mas a liberação judicial ainda não ocorreu.

Após visitar o pai nesta terça-feira (16), Flávio relatou que os profissionais de saúde que acompanham o ex-presidente recomendaram uma intervenção cirúrgica imediata, motivada principalmente por crises recorrentes de soluço. Em declaração à imprensa, o senador criticou a condução do caso. “Os médicos atestam a necessidade da cirurgia, enquanto o relator segue protelando. Peço que haja bom senso para que não pareça que há intenção de colocar a vida do Bolsonaro em risco. Trata-se de um quadro grave de saúde”, afirmou.

Foto: Bruno Peres/Agência BrasilFlávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro

Na segunda-feira (15), a defesa de Jair Bolsonaro voltou a solicitar ao STF autorização para a realização de uma cirurgia considerada urgente. O pedido foi apresentado após a realização de um exame de ultrassom dentro da unidade prisional, que teria identificado a presença de duas hérnias inguinais bilaterais, reforçando a indicação médica de herniorrafia inguinal bilateral.

De acordo com os advogados, o procedimento demandaria internação entre cinco e sete dias. A petição também destaca a piora do quadro clínico em razão das crises frequentes de soluço, que aumentariam a pressão abdominal e potencializariam os riscos à saúde. “O relatório aponta intensificação das dores e do desconforto na região inguinal”, registra o documento, que ainda alerta para a possibilidade de complicações como encarceramento ou estrangulamento intestinal, situações que exigiriam cirurgia de emergência com riscos mais elevados.

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