O Ministério da Saúde confirmou o primeiro registro da chamada gripe K no Brasil. O caso foi identificado no estado do Pará e consta em informe oficial divulgado no dia 12, que reúne dados sobre síndromes gripais monitoradas no país. A variante é um subclado do vírus Influenza A (H3N2) e tem sido associada ao aumento expressivo de casos na Europa e em outras regiões do Hemisfério Norte.
De acordo com análises laboratoriais, o subclado K, assim como o J.2.4, pertence à mesma linhagem do vírus que já circula na América do Norte, Europa e Ásia. Embora a maioria dos casos de Influenza A registrados no Brasil ainda esteja relacionada a variantes anteriores, a detecção da gripe K acendeu um sinal de alerta devido ao seu alto potencial de transmissão.
Autoridades internacionais de saúde acompanham com preocupação a expansão da variante, que provocou uma antecipação do pico de casos de gripe em países europeus. A Organização Mundial da Saúde (OMS) avalia que alterações genéticas no vírus aumentaram sua capacidade de infecção, mas reforça que não há evidências de maior gravidade clínica em comparação a outras formas de Influenza.
Os sintomas da gripe K são semelhantes aos das demais infecções gripais, incluindo febre, tosse, dores no corpo, dor de garganta e mal-estar. O principal risco está no aumento do número de infecções, o que eleva a possibilidade de complicações em grupos mais vulneráveis, como idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas.
Caroline Vitorino
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