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Participação de Dias Toffoli em acareação do Banco Master ainda é dúvida

O ministro não confirmou se estará pessoalmente na audiência marcada para o dia 30.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli não esclareceu se participará pessoalmente da acareação entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e o diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino Santos. Até o momento, as únicas informações confirmadas por Toffoli são que o encontro está marcado para a próxima terça-feira (30), às 14h, e que será realizado por videoconferência. Não há outros detalhes sobre a audiência.

Caso Toffoli decida não participar do encontro, deverá indicar um juiz instrutor de seu gabinete para conduzir a acareação. Além de Vorcaro e Aquino, também participará da audiência o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.

Foto: Nelson Jr./SCO do STFMinistro Dias Toffoli soltou advogado acusado de intermediar R$ 1 milhão de propina para desembargador
Ministro Dias Toffoli soltou advogado acusado de intermediar R$ 1 milhão de propina para desembargador

O ministro pretende confrontar as versões dos três envolvidos sobre a tentativa frustrada de venda do Banco Master ao BRB. O banco estatal de Brasília chegou a concordar com a compra, mas o negócio foi suspenso pelo Banco Central em setembro deste ano. De acordo com o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, a suposta fraude envolvendo o Banco Master pode chegar a até R$ 12 bilhões.

Na noite dessa quarta-feira (24), o procurador-geral da República, Paulo Gonet, solicitou a Toffoli a suspensão da acareação. Para Gonet, o procedimento seria precipitado neste momento. O ministro, no entanto, negou o pedido. O procurador avalia que a acareação só deveria ocorrer após os investigados prestarem depoimentos formais no processo, caso fossem identificadas contradições entre as versões apresentadas.

Toffoli também foi alvo de críticas de juristas, que veem a acareação como uma possível forma de intimidação ao Banco Central. Como regulador do mercado financeiro brasileiro, o BC era responsável por supervisionar o funcionamento do Banco Master e, em novembro deste ano, determinou a liquidação extrajudicial da instituição.

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