O ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, voltou a pedir, durante a audiência de custódia, a transferência para cumprir sua prisão em Santa Catarina, estado onde morava antes de tentar fugir do Brasil pelo Paraguai e ser detido.
A defesa de Silvinei já havia solicitado a transferência ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e aguarda decisão. Até o momento, o ex-diretor da PRF vai dividir cela com seu ex-chefe, Anderson Torres, que ocupou o cargo de ministro da Justiça durante o governo Bolsonaro.
Silvinei desembarcou em Brasília (DF) neste sábado (27), em voo da Polícia Federal, após ser preso no Paraguai utilizando um passaporte falso. Ele foi levado ao 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (19º BPM), a Papudinha, onde Anderson Torres está preso desde 25 de novembro.
O ex-chefe da PRF foi condenado a mais de 24 anos de prisão por envolvimento na trama golpista e foi detido no Paraguai enquanto tentava fugir para El Salvador. Até sexta-feira (26), Silvinei não tinha mandado de prisão em aberto, mesmo já sendo condenado. Ele aguardava o desfecho da condenação no STF apenas sob medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica e a determinação de que não poderia sair do Brasil.
Segundo as investigações, Silvinei foi preso ao tentar embarcar com um passaporte falso, passando-se por cidadão paraguaio com o nome de Júlio Eduardo Fernandez. A prisão foi realizada por agentes locais. A documentação falsa tinha o intuito de burlar os controles de imigração.
Tandryanny Santos
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