Os advogados de Filipe Martins negaram ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que ele tenha utilizado o LinkedIn ou qualquer outra rede social depois da imposição das medidas cautelares. Segundo a defesa, não houve publicações, interações nem envio de mensagens.
Conforme a manifestação, a conta atribuída a Martins está inativa desde abril de 2023, antes das restrições judiciais. Além disso, a defesa também garantiu que, desde fevereiro de 2024, o controle de eventuais credenciais digitais ligadas ao nome do ex-assessor está sob responsabilidade exclusiva dos advogados, com a única finalidade de manter a preservação de provas.
Segundo a defesa, o fato que motivou o despacho judicial se limita à suposta visualização de um perfil por ferramenta interna da plataforma, sem indicação de autoria, ato voluntário ou conteúdo comunicacional.
Eles também afirmam que, desde a revogação da prisão preventiva, em agosto de 2024, não há registro formal de violação das medidas impostas. Ao final, a defesa pede que seja afastada qualquer leitura de descumprimento, por ausência de lastro probatório.
Na terça-feira, o ministro Alexandre de Moraes havia dado um prazo de 24 horas para a defesa de Filipe Martins, explicar a suposta utilização do LinkedIn.
Rauena Pinheiro
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