Nesta terça-feira (9), a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) dará início ao julgamento do núcleo 2 da suposta tentativa de golpe de Estado. A denúncia da Procuradoria-Geral da República aponta que os investigados participaram da elaboração da chamada “minuta do golpe”, do monitoramento e da proposta de “neutralização” violenta de autoridades, além de terem articulado ações dentro da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para dificultar o voto de eleitores do Nordeste nas eleições de 2022.
O ministro do STF Flávio Dino marcou as sessões de julgamento para os dias 9, 10, 16 e 17 de dezembro. Nos dias 9 e 16, haverá sessões nos turnos da manhã (das 9h às 12h) e da tarde (das 14h às 19h). Já nos dias 10 e 17, os julgamentos ocorrerão apenas pela manhã, das 9h às 12h.
Entre os seis réus estão o ex-secretário executivo da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF), Fernando Sousa, e a ex-subsecretária da pasta, Marília Alencar. Fernando foi denunciado pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, entre outros. Segundo o procurador-geral da República, Paulo Gonet, mesmo ciente da escalada de violência e dos riscos iminentes, Sousa “não tomou ações enérgicas para evitar a depredação dos prédios públicos” durante os atos de 8 de janeiro.
Marília, por sua vez, é apontada como uma das responsáveis por articular a organização de blitzes em várias regiões do país para impedir que eleitores do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conseguissem votar no segundo turno.
Além deles, também serão julgados o ex-assessor internacional da Presidência, Filipe Garcia Martins Pereira; o coronel da reserva do Exército e ex-assessor presidencial, Marcelo Costa Câmara; o general da reserva do Exército, Mário Fernandes; e o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques.
Leandro Soares
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