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Eduardo Leite diz que avalia candidatura à Presidência

O governador afirmou que está fazendo uma avaliação do cenário político para definir os próximos passos.

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), afirmou que pretende disputar a Presidência da República nas eleições de 2026. "Tenho 26 anos de história no PSDB, nunca estive em outro partido. Foi onde encontrei espaço para crescer e aprender muito", declarou.

Durante entrevista ao Folha de S. Paulo, Leite ressaltou que, no momento, está fazendo uma avaliação do cenário político para definir seus próximos passos. "Estamos analisando o ambiente político para entender onde posso melhor exercer meu papel", afirmou.

Foto: Valter Campanato/Agência BrasilEduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul
Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul

Segundo informações, o governador aguarda uma reunião da Executiva Nacional do PSDB, que deverá decidir sobre a possível fusão do partido com o Podemos. Só após essa definição ele anunciará se permanecerá na legenda.

Leite deixou claro que, caso o novo formato do partido não atenda às suas expectativas, poderá buscar outro caminho. "Se meu movimento for em direção a outro partido, será porque enxerguei a oportunidade de não apenas participar, mas também liderar um projeto nacional", completou.

Fusão PSDB e Podemos

Em meio à perda de relevância no cenário político nacional, o PSDB está em vias de formalizar uma fusão com o Podemos. A união das legendas, prevista para ser anunciada até o fim de abril, surge como uma estratégia para fortalecer a presença tucana e garantir maior competitividade nas próximas eleições.

Após negociações frustradas com partidos maiores, como MDB, PSD e Republicanos, a sigla tucana encontrou no Podemos um aliado disposto a colaborar com um projeto de reconstrução partidária. A nova legenda, que deve se chamar inicialmente #PSDB+Podemos, será liderada pela deputada federal Renata Abreu (SP), atual presidente do Podemos. O nome definitivo ainda está em discussão.

Nos bastidores, a expectativa é de que a fusão resulte em uma bancada robusta, com 33 deputados federais, sete senadores e três governadores, além de um fundo partidário superior ao de partidos como MDB e PSD. A aliança também busca se apresentar como uma alternativa de centro, diante da polarização entre PT e PL.

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