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Membro do PCC pede redistribuição de processos após decisões desfavoráveis de Nunes Marques

O caso está sendo investigado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

A defesa de um integrante do PCC, preso em uma penitenciária do interior de São Paulo, solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a redistribuição de, pelo menos, dois processos após o ministro Kássio Nunes Marques ter proferido seis decisões desfavoráveis contra ele.

O caso está sendo investigado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo. O STF não se manifestou diretamente sobre o assunto, mas o gabinete de Nunes Marques declarou que o ministro desconhece as pessoas mencionadas e jamais teve contato com elas.

Foto: Rosinei Coutinho/STFMinistro Nunes Marques
Ministro Nunes Marques

Segundo nota da Corte, "um advogado da parte solicitou audiência por meio oficial e foi atendido por videoconferência por um juiz instrutor do gabinete, como de praxe. Das oito ações, seis tiveram decisões desfavoráveis ao réu, confirmadas pela Segunda Turma. Nas outras duas, houve pedido de redistribuição ao ministro Edson Fachin, e os autos foram enviados à Presidência para análise de eventual prevenção".

De acordo com a apuração do Metrópoles, Felício teria conseguido, com a ajuda da companheira, enviar cartas manuscritas para fora da Penitenciária de Segurança Máxima de Presidente Venceslau II. A filha dele tentaria então se aproximar de Nunes Marques, contando com o apoio do namorado, que teria amigos com acesso ao magistrado.

Em conversas descritas no inquérito, a jovem teria dito que um amigo tentava agendar uma reunião direta com o ministro, por meio de um contato no STF, mas estaria encontrando dificuldades. Ainda segundo a investigação, chegou-se a marcar uma reunião com alguém que já trabalhou com Nunes Marques, mas, percebendo que o contato não seria eficaz, as tentativas de aproximação continuaram.

Outro trecho do inquérito aponta que a jovem teria questionado a madrasta sobre uma visita feita a Felício, reforçando a importância de contar com "um advogado de extrema confiança" para garantir sua soltura. A companheira teria respondido que "se ela conseguir a reunião com Kassio Nunes, o pai não precisará de advogado, pois o processo já estará nas mãos dele e ele saberá o que fazer".

O STF reiterou que Nunes Marques não conhece as pessoas envolvidas e que todo o contato com a defesa ocorreu apenas por meio de um juiz instrutor.

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