A Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) informou que a exoneração de Juscelino Filho do Ministério das Comunicações foi um pedido direto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, feito durante uma ligação com o ex-ministro na última terça-feira (07).
Segundo a Secom, o objetivo do presidente ao solicitar a saída de Juscelino foi garantir tempo e condições adequadas para que ele possa se defender das acusações que enfrenta, agora fora do cargo público.
A exoneração foi publicada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (08), um dia após Juscelino Filho apresentar sua renúncia, pressionado por denúncias apresentadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Ele é acusado de corrupção passiva e outros crimes relacionados ao suposto desvio de verbas provenientes de emendas parlamentares.
A denúncia foi encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF) e está sob responsabilidade do ministro Flávio Dino. O processo corre em sigilo. Juscelino comunicou sua decisão ao União Brasil, partido pelo qual foi eleito deputado federal pelo Maranhão. A saída do ministério ocorre em meio à crescente pressão política e ao desejo de aliados do Palácio do Planalto de que o próprio ministro tomasse a iniciativa de se afastar.
Desde o ano passado, Lula já havia declarado que afastaria qualquer integrante do governo que viesse a ser formalmente denunciado pela PGR. Nos bastidores, integrantes do governo avaliam que a saída voluntária de Juscelino ajuda a evitar desgastes políticos e mantém a aliança com o União Brasil, partido com expressiva representação no Congresso Nacional.
Caroline Vitorino
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