Nesse sábado (17) o número de pedidos de reembolso por descontos indevidos em benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) chegou a quase 1,5 milhão segundo os dados do próprio órgão e somam os últimos quatro dias.
Só nas últimas 24 horas, cerca de 122 mil beneficiários que tiveram descontos não autorizados em seus salários entraram com pedidos de ressarcimento. Ainda segundo o levantamento, 1.467.933 pessoas já solicitaram o reembolso de valores descontados sem autorização em aposentadorias e pensões. Na sexta-feira (16), o número era de 1.345.817.
A consulta foi aberta há quatro dias e permite que beneficiários verifiquem se houve cobranças indevidas por parte de entidades associativas. Assim, o balanço oficial mostrou que 1.494.956 pessoas entraram em contato enquanto 1.467.933 disseram não autorizar e solicitaram o reembolso. Outros 27.023 disseram autorizar os descontos. Desses números cerca de 1.374.810 falaram pelo canal Meu INSS e 120.146 falaram pelo telefone 135. Até o momento, 41 entidades foram contestadas.
A Controladoria-Geral da União (CGU) e a Polícia Federal investigam o esquema, que pode ter desviado cerca de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024. O governo ainda trabalha para distinguir os descontos regulares dos irregulares realizados nesse período. O escândalo resultou na demissão do então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, que havia sido afastado do cargo por decisão judicial. A crise também pressionou o ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, responsável pela indicação de Stefanutto, que pediu exoneração no início deste mês.
Francielle Barroso
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