A Controladoria-Geral da União (CGU) recomendou ao INSS que implementasse mudanças nas regras e no acompanhamento da concessão de empréstimos consignados, com desconto em folha a aposentados e pensionistas no ano de 2024.
Conforme relatório da CGU, o ex-procurador-geral do INSS, Virgílio Ribeiro de Oliveira Filho, que conforme as investigações da Polícia Federal acumulou quase R$ 18 milhões na “farra do INSS”, tentou impedir o bloqueio das concessões, mesmo diante das suspeitas de irregularidades ainda no ano de 2024. Ele argumentou que o bloqueio do sistema online forçaria “idosos e pessoas com baixa escolaridade” a se dirigirem, presencialmente, às agências do INSS para solicitar os empréstimos.
Sistema online alvo de críticas da CGU
O relatório da Controladoria-Geral da União apontou ainda que a maioria dos registros do sistema online apresentava inconsistências no preenchimento, inclusive, quanto aos valores dos empréstimos contratados, prejudicando o monitoramento das operações pelo INSS.
A CGU alertou ainda que as reclamações relacionadas a averbações não autorizadas foram as mais frequentes entre os registros analisados, correspondendo a 26,8% das queixas finalizadas.
Quase R$ 8 bilhões foram retirados de pegamentos a beneficiários
De acordo com a CGU, quase R$ 8 bilhões foram retirados dos pagamentos a beneficiários e repassados a entidades privadas entre 2016 e 2024, grande parte sem a devida autorização. Os valores descontados de aposentados e pensionistas eram repassados a associações que supostamente prestavam serviços aos beneficiários – como assistência jurídica, descontos em redes de farmácias, cobertura para exames médicos, serviços residenciais e auxílio-funeral.
Brunno Suênio
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