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Governo Lula corta verba e FAB pode suspender voos de transporte de órgãos

Além do transporte de órgãos, as aeronaves também são usadas para o deslocamento de ministros.

Os aviões da Força Aérea Brasileira (FAB), encarregados do transporte de órgãos para transplantes, têm combustível garantido apenas até o dia 3 de agosto. A manutenção dessas aeronaves também estaria comprometida, além da escassez de querosene. Em nota, a FAB atribui a situação de insegurança a uma decisão do Governo Lula.

Segundo a declaração oficial, o Decreto nº 12.447 "determinou a contenção de cerca de R$ 2,6 bilhões ao atual orçamento do Ministério da Defesa". Com isso, o Comando da Aeronáutica foi obrigado a absorver um corte de R$ 812,2 milhões. A FAB afirma que tanto "o alto valor dos bloqueios e contingenciamentos estabelecidos", quanto "o fato de essas contenções terem sido estabelecidas restando sete meses do atual exercício" causaram "impactos severos em praticamente todas as atividades, desde as operacionais, até as logísticas e administrativas".

Do total de R$ 29,4 bilhões previstos no orçamento do Comando da Aeronáutica para 2025, apenas R$ 2,2 bilhões são destinados à querosene e a outros materiais de consumo. A maior parte do valor restante — R$ 23,7 bilhões — será usada para o pagamento de soldos e pensões. Há ainda uma parcela menor, de R$ 1,6 bilhão, que será aplicada em investimentos.

Além de realizarem o transporte de órgãos, essas aeronaves também são utilizadas para o deslocamento de ministros do Governo Lula e de chefes dos poderes. As informações foram divulgadas pelo portal Metrópoles.

Confira abaixo a nota da FAB:

“A Força Aérea Brasileira (FAB) informa que o Decreto n° 12.447, de 30 de maio de 2025, determinou a contenção de cerca de R$ 2,6 bilhões ao atual orçamento do Ministério da Defesa.

Desse total, coube ao Comando da Aeronáutica (COMAER) a contenção de R$ 812,2 milhões, dos quais R$ 483,4 milhões em despesas discricionárias e R$ 328,8 milhões em projetos estratégicos.

No tocante às despesas discricionárias, foram estabelecidos critérios, métodos e premissas para a definição das ações orçamentárias cujas atividades e projetos seriam afetados.

Dentro das possibilidades de absorção dos valores conforme a classificação orçamentária, foram priorizadas despesas discricionárias que dão suporte orçamentário para a execução de determinadas atividades, e também para compromissos já assumidos, em detrimento de outras áreas.

Contudo, considerando o alto valor dos bloqueios e dos contingenciamentos estabelecidos, e o fato de essas contenções terem sido estabelecidas restando sete meses do atual exercício, houve impactos severos em praticamente todas as atividades, desde as operacionais, até as logísticas e administrativas.

No que diz respeito aos projetos estratégicos, a redução de 17% do valor da LOA irá requerer ajustes contratuais, a fim de mitigar impactos nos cronogramas de entregas das aeronaves”.

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