O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) ironizou nesta sexta-feira (1) as falas dos ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), durante sessão da Corte marcada por críticas às sanções impostas pelos Estados Unidos ao magistrado Moraes, por meio da Lei Magnitsky.
Em entrevista ao programa Conversa Timeline, da revista Timeline, Eduardo reagiu com sarcasmo às menções feitas pelos ministros. “As menções elogiosas só aumentam minha moral”, declarou. Ele afirmou ainda que membros do STF vivem em uma bolha e são “odiados pelo público”. “Essas pessoas precisam sair da bolha e começar a andar sem seguranças. Será que o Moraes consegue andar sem segurança?”, questionou.
Eduardo também ironizou o desprezo demonstrado por ministros do Supremo em relação à articulação internacional que ele próprio lidera, ao lado do jornalista Paulo Figueiredo, com aliados do presidente Donald Trump. “Quem está na bolha não somos nós. Estamos agora dentro da Casa Branca, mostrando para o mundo inteiro quem é o Alexandre de Moraes. Só está começando”, afirmou.
As declarações foram feitas após uma sessão do STF em que os ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes "endureceram o tom" contra as sanções do governo norte-americano. Foi a primeira manifestação pública de Moraes desde a imposição das medidas.
Durante seu discurso, Moraes afirmou que a Corte não se intimidará. “Ainda neste semestre, julgaremos os responsáveis pela tentativa de golpe, absolvendo aqueles para os quais não houver prova de responsabilidade, condenando aqueles contra os quais houver prova, mas julgando, exercendo a nossa função jurisdicional, e não nos acovardando em virtude de ameaças, seja daqui ou de qualquer outro lugar”, declarou o ministro, afirmando que o andamento dos processos não será alterado por pressões externas.
Já Gilmar Mendes defendeu uma “resposta à altura” contra os ataques que, segundo ele, ameaçam a integridade da Suprema Corte. “Repudiamos atos de hostilidade unilateral, que desprezam os mais básicos deveres de civilidade e respeito mútuo que devem balizar as relações entre quaisquer indivíduos e organizações”, disse.
Izabella Furtado
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