Nesta quarta-feira (13) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou a Medida Provisória que abre uma linha de credito de R$ 30 bilhões com o objetivo de apoiar empresas brasileiras. Ao sancionar a medida, o petista afirmou que agora a responsabilidade pela aprovação está nas mãos do Congresso Nacional.
“Meu caro Davi [Alcolumbre, presidente do Senado], meu caro Hugo Motta [presidente da Câmara dos Deputados], companheiros deputados e senadores, a bola está com vocês. Quanto mais rápido vocês votarem, mais rápido os prejudicados serão beneficiados”, disse o petista.
Os recursos da MP devem ser destinados a negócios sujeitos aos impactos do aumento de 50% nas tarifas que o governo dos Estados Unidos impôs recentemente a produtos brasileiros. Lula ressaltou ainda que a iniciativa pode servir de modelo internacional. “Muitos países estão com a mesma dificuldade que o Brasil. Estamos mostrando que é assim que se faz. E, se tiver mais coisa, vamos fazer”, explicou.
Tarifaço dos EUA
Lula é apontado por analistas e pesquisas como um dos principais responsáveis pelas sanções econômicas dos Estados Unidos, visto que um dos motivos pelo tarifaço seria a associação do governo federal com o Supremo Tribunal Federal em ações autoritárias contra o processo democrático brasileiro.
Assim, ainda pesa sobre Lula, segundo os norte-americanos, seu apoio a ditaduras e a rivais políticos e econômicos dos EUA, como China, Rússia, Irã e Venezuela. Contudo, Lula disse que a decisão de Donald Trump se deve a questões políticas e ideológicas, ele acrescentou ainda não haver razões econômicas. O petista citou a alta nos preços de alguns produtos no mercado norte-americano, como a carne, para argumentar assim que a estratégia pode ter efeito contrário aos interesses de Washington.
Lula acrescentou ainda que as tarifas também resultam de uma retaliação pela postura da Justiça brasileira contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, se Trump conhecesse “a verdadeira história”, estaria “dando parabéns à Suprema Corte brasileira por estar julgando alguém que tratou de bagunçar a democracia brasileira”.
Francielle Barroso
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