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Silas Malafaia chama Eduardo de “babaca” em áudio enviado a Bolsonaro

Na gravação, Malafaia critica a postura de Eduardo em discursos considerados nacionalistas.

Um áudio do pastor Silas Malafaia enviado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi incluído no relatório da Polícia Federal (PF) que resultou no indiciamento do ex-chefe do Executivo e de seu filho, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL), nesta quarta-feira (20).

Na gravação, Malafaia critica a postura de Eduardo em discursos considerados nacionalistas e relata a Bolsonaro que chegou a repreender o filho.

“Toda a arrombada que o Trump deu no mundo é sobre economia. Com o Brasil, é sobre você, cara. A faca e o queijo estão na sua mão, cacete. E não podemos perder isso. E vem teu filho babaca falar merda, dando discurso nacionalista, que sei que você não é a favor disso. Dei-lhe um esporro, mandei um áudio para ele de arrombar. E disse: a próxima que tu fizer, gravo um vídeo e te arrebento, falei para o Eduardo”, disse Malafaia.

A Polícia Federal indiciou Jair Bolsonaro e Eduardo pelos crimes de coação no curso do processo e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, por meio da restrição ao exercício dos poderes constitucionais. O inquérito apurou ações de coação relacionadas à Ação Penal n° 2668, em trâmite no Supremo Tribunal Federal (STF), que investiga uma suposta tentativa de golpe de Estado ocorrida no Brasil entre 2022 e 2023.

O indiciamento acontece em meio às sanções impostas pelos Estados Unidos a autoridades brasileiras e à pressão do governo de Donald Trump, que classificou a ação contra Bolsonaro como uma “caça às bruxas”.

O relatório da PF será encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR), que decidirá se apresenta denúncia ao STF ou se arquiva o caso. Caberá ao Ministério Público avaliar se as provas reunidas sustentam a acusação formal contra o ex-presidente e seu filho.

Atualmente, Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar em Brasília, enquanto Eduardo Bolsonaro segue nos Estados Unidos em busca de mais sanções contra o ministro Alexandre de Moraes.

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