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STF forma maioria para tornar réu homem que chamou Moraes de “satanista”

O julgamento ocorre no plenário virtual do STF, faltando apenas o voto do ministro Luiz Fux.

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) já formou maioria para aceitar a denúncia contra Glaudiston da Silva Cabral, acusado de proferir críticas e ofensas reiteradas a ministros da Corte, incluindo Alexandre de Moraes, a quem chamou de “sacrificador de crianças” e “satanista”.

O julgamento ocorre no plenário virtual do STF, faltando apenas o voto do ministro Luiz Fux. Os demais ministros do colegiado — Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e Flávio Dino — seguiram o relator Alexandre de Moraes, abrindo caminho para que Glaudiston se torne réu em ação penal por associação criminosa e incitação ao crime.

Foto: Rosinei Coutinho/STFAlexandre de Moraes
Alexandre de Moraes

Segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), Glaudiston, de julho de 2020 a maio de 2024, teria usado redes sociais e petições judiciais para atacar a legitimidade do sistema eleitoral e do Estado Democrático de Direito, associando-se a centenas de pessoas com o objetivo de praticar atos antidemocráticos. Entre os ataques, ele acusou Moraes de rituais de magia negra com sacrifício de crianças, chamou ministros de “genocidas” e “pedófilos” e ameaçou autoridades públicas.

Em sua manifestação, Moraes destacou a gravidade das condutas, afirmando que Glaudiston incitou a atuação das Forças Armadas contra os Poderes Constitucionais e promoveu a prática de golpe de Estado, reforçando que tais ações configuram crimes previstos no Código Penal.

A investigação, conduzida pela Polícia Federal do Mato Grosso do Sul, ouviu o denunciado em 2024, quando ele reiterou as ofensas e qualificou agentes da PF como “milicianos”. A PGR também apontou a impetração de habeas corpus por Glaudiston, no qual volta a ofender Moraes, chamando-o de “psicopata, genocida e humanicida”.

Defesa

A Defensoria Pública da União (DPU), responsável pela defesa de Glaudiston, argumenta que o caso não deveria tramitar no STF, questionando a imparcialidade do relator e a correlação entre os atos do denunciado e os episódios de 8 de janeiro de 2023. A defesa afirma que não há comprovação de que Glaudiston tenha incitado outros a atos já consumados, pedindo a rejeição da denúncia por “crime impossível”.

O voto final de Luiz Fux definirá se Glaudiston passará oficialmente a responder à ação penal no Supremo, que pode resultar em condenação.

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