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Comissão do Senado aprova pedido para ouvir ex-assessor de Moraes

Eduardo Tagliaferro é apontado como o responsável por vazar informações do gabinete do ministro.

Na sessão desta terça-feira (26), a Comissão de Segurança Pública do Senado aprovou o requerimento para ouvir o ex-chefe da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação (AEED) do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Eduardo Tagliaferro. Ele é apontado como responsável por vazar informações do gabinete do ministro Alexandre de Moraes, na época presidente do TSE.

Tagliaferro deve ser ouvido em audiência marcada para 2 de setembro, mesmo dia em que se inicia o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por suposta tentativa de golpe no Supremo Tribunal Federal (STF).

Foto: Reprodução/InstagramEduardo Tagliaferro e Alexandre de Moraes
Eduardo Tagliaferro e Alexandre de Moraes

Para o senador Magno Malta (PL-ES), o ex-chefe da AEED deve esclarecer fatos encontrados no relatório “Arquivos do 8 de Janeiro: por dentro da força-tarefa judicial secreta para prisões em massa”, do jornalista Michael Shellenberger. Os achados do documento, publicados pela organização internacional Civilization Works, revelam “grandes indícios” de atividades irregulares no TSE e no STF.

“O relatório da Civilization Works – respaldado por farta documentação, áudios e transcrições de conversas de servidores – traz à tona graves indícios de abuso de poder, usurpação de competências institucionais e criação de um sistema de ‘justiça paralela’ conduzido de forma centralizada pelo gabinete do ministro Alexandre de Moraes”, declarou o senador.

O ex-chefe da AEED é acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de violação de sigilo funcional, coação no curso do processo, obstrução de investigação de suposta organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. O ex-assessor de Moraes atualmente está na Itália, e nesta semana o Itamaraty solicitou a extradição do brasileiro.

Tagliaferro foi indiciado pela Polícia Federal em abril por divulgar diálogos sigilosos entre servidores do TSE e do STF no período em que assessorou Moraes. A ação ficou conhecida como “Vaza Toga”. Entretanto, ele nega as acusações, afirma estar sendo perseguido politicamente pelo ministro e pretende denunciá-lo ao Parlamento Europeu, contando com o apoio de parlamentares alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

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