Nessa quinta-feira (18), a cantora Jojo Todynho recusou uma proposta de conciliação apresentada pelo Partido dos Trabalhadores (PT). Com a recusa, o Ministério Público pediu vista do processo e abriu novo prazo para a defesa da cantora apresentar manifestação formal.
O acordo do partido previa que a cantora publicasse um vídeo de retratação em suas redes sociais, onde informaria que não houve proposta feita pela sigla para que Jojo fizesse campanha a Luiz Inácio Lula da Silva.
Por meio de nota oficial, a defesa de Jojo criticou o processo e o classificou como “escudo político” e acusando-o de ignora que a prática, do PT, de contratar influenciadores para campanhas é de conhecimento público. Eles alegaram também que a fala da cantora não configura difamação.
Entenda
O Partido dos Trabalhadores acionou a cantora após ela afirmar em um podcast que recebeu uma oferta de R$ 1,5 milhão para fazer campanha para Lula à Presidência em 2022. “[Foi oferecido] para várias pessoas. Todos os artistas que fizeram campanha política ganharam money. Ligaram – para não deixar rastros –, marcaram um almoço, falaram que era trabalho. Quando cheguei lá, que era isso. Eu falei ‘desculpa, gente. Não vai rolar’”, disse Jojo Todynho, afirmando que negou a suposta proposta.
O podcast foi gravado em 2024, quando Jojo se posicionou politicamente, se aliando à direita. Desde então ela passou a ser fortemente perseguida por críticos, além de perder contratos e ser cortada de eventos que participaria.
Francielle Barroso
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