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Oposição recorrerá da decisão de Hugo Motta que impede Eduardo Bolsonaro de liderar Minoria na Câmara

líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou nesta terça (23) que não abrirá mão da escolha.

Deputados da oposição anunciaram que irão recorrer da decisão da Mesa Diretora da Câmara que rejeitou a indicação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) para a liderança da Minoria. O recurso deve ser protocolado nos próximos dias.

O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou nesta terça-feira (23) que não abrirá mão da escolha. Segundo ele, a nomeação havia sido previamente acertada com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). “Ele [Hugo] disse que era meu direito e, depois, sofreu pressão externa. Ontem me comunicou que não poderia cumprir com Eduardo. Não vou abrir mão e vou recorrer à Mesa”, declarou.

Foto: Mario Agra / Câmara dos DeputadosEduardo Bolsonaro
Eduardo Bolsonaro

A decisão de Motta foi publicada no Diário Oficial da Câmara uma semana após a oposição anunciar Eduardo Bolsonaro para o cargo. O presidente da Casa alegou “incompatibilidade”, citando a ausência prolongada do deputado, que está nos Estados Unidos desde março. Eduardo havia solicitado licença, mas o prazo legal terminou em julho, e desde então ele acumula faltas que podem resultar até na perda do mandato.

No despacho, Motta ressaltou que o mandato parlamentar exige presença física, ainda mais no caso de líderes, responsáveis por orientar bancadas e participar dos debates. Ele também lembrou que o registro remoto só é permitido em missões oficiais previamente autorizadas — o que não ocorreu no caso de Eduardo.

O deputado justificou sua permanência nos EUA dizendo buscar apoio para sanções contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), sob a alegação de defesa da liberdade de expressão e contra perseguição política. A atuação acontece em paralelo à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

Com a decisão, a deputada Caroline de Toni (PL-SC), até então líder da Minoria, passa a exercer a vice-liderança e assume de forma presencial as atribuições durante a ausência de Eduardo. Parlamentares da oposição, como Luciano Zucco (PL-RS), afirmam que a indicação de Eduardo resultou de articulação interna e prometem insistir no recurso para tentar reverter a decisão.

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