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Justiça bloqueia mais de R$ 100 milhões de ex-sócio do Banco Master

A decisão judicial ocorreu no âmbito de uma ação movida pela antiga família controladora do Banco Voiter.

A Justiça de São Paulo determinou, em 29 de abril de 2025, o bloqueio de R$ 112 milhões vinculados a Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master. A medida foi adotada antes mesmo de Lima se tornar alvo da Operação Compliance Zero. Os recursos estavam aplicados na Reag Trust DTVM, instituição que teve sua liquidação decretada pelo Banco Central na quinta-feira (15).

A decisão judicial ocorreu no âmbito de uma ação movida pela antiga família controladora do Banco Voiter, instituição vendida ao Banco Master em 2024. No processo, os autores solicitaram uma liminar para o bloqueio de bens de executivos ligados ao Master, com o objetivo de assegurar o pagamento de uma dívida estimada em R$ 470,5 milhões. O bloqueio foi autorizado pela 22ª Vara Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo e permaneceu em vigor por oito dias, até a celebração de um acordo inicial entre as partes.

Durante a tramitação da ação, a Justiça identificou valores distribuídos em diferentes instituições financeiras em nome de Augusto Lima. Foram encontrados R$ 484 mil no Bradesco, R$ 317,4 mil no Santander, R$ 274,41 no Banco do Brasil, R$ 2,3 mil no próprio Banco Master e apenas R$ 0,44 na Pluxee IP. O maior montante, de aproximadamente R$ 112,8 milhões, estava concentrado na Reag Trust DTVM.

Nos últimos cinco anos, entre 2020 e 2025, a Reag Investimentos registrou um crescimento expressivo no volume de recursos sob gestão, passando de R$ 25 bilhões para R$ 341 bilhões. Apesar da expansão, a empresa passou a ser alvo de investigações da Polícia Federal em operações que apuram possíveis conexões entre o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o mercado financeiro da região da Faria Lima.

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