O presidente Luiz Inácio Lula da Silva inicia, no dia 28 de janeiro, a agenda de viagens internacionais de 2026 com uma visita oficial ao Panamá. No país, o petista participa da abertura do Foro Econômico Internacional da América Latina e Caribe, organizado pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CAF), evento conhecido como o “Davos latino-americano” por reunir autoridades políticas e lideranças empresariais da região.
Além de Lula, o encontro contará com a presença do presidente panamenho, José Raul Mulino, do presidente do Equador, Daniel Noboa, e do presidente-executivo do CAF, Sergio Díaz-Granados, entre outras autoridades. Durante a viagem, Lula também terá uma reunião bilateral com Mulino para discutir investimentos e ampliar a cooperação econômica. Os dois líderes alinharam os detalhes da visita em conversa telefônica recente; Mulino esteve no Brasil em dezembro, durante a cúpula do Mercosul, pouco após o Panamá se tornar Estado associado ao bloco.
A ida ao Panamá faz parte da estratégia do governo brasileiro de diversificar parceiros comerciais, com foco especial na América Latina. No primeiro semestre, o presidente também deve viajar à Índia, à Coreia do Sul e à Alemanha. Na Índia, Lula participará de um seminário sobre inteligência artificial e cumprirá visita de Estado, em meio a esforços para ampliar o acesso de produtos brasileiros ao mercado indiano, movimento reforçado após tarifas impostas pelos Estados Unidos.
Já a Coreia do Sul aparece como prioridade para a abertura do mercado à carne brasileira. Em março, o presidente deve seguir para a Alemanha, onde participará da Feira de Hannover, principal evento mundial de inovação e tecnologia industrial, ocasião em que o Brasil será homenageado. A agenda inclui ainda encontro bilateral com o primeiro-ministro alemão, Friedrich Merz. Apesar do início intenso, o ritmo das viagens tende a diminuir ao longo do ano em razão da campanha eleitoral.
Caroline Vitorino
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