O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deu início às atividades do Palácio do Planalto em 2026 promovendo movimentações ministeriais com foco nas próximas eleições. A expectativa é que cerca de 20 ministros deixem seus cargos ainda no primeiro semestre do ano para disputar vagas nos Executivos estaduais ou no Congresso Nacional.
O ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB-AL), por exemplo, já tem sua estratégia política definida e deve concorrer ao governo de Alagoas. Outro nome é o de Silvio Costa Filho (Republicanos-PE), atual titular da pasta de Portos e Aeroportos, que planeja disputar uma vaga no Senado por Pernambuco. Antes de qualquer decisão formal, a maioria dos ministros deve se reunir diretamente com o presidente para tratar de seus futuros políticos.
Alguns integrantes do governo ainda aguardam avaliação de Lula. É o caso da ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, que tem sido sondada por diferentes partidos para uma possível mudança de legenda. Conforme o calendário eleitoral, o prazo para a desincompatibilização de cargos no Executivo federal termina em abril para aqueles que pretendem concorrer nas eleições.
A estratégia do presidente de estimular candidaturas de ministros ao Senado é considerada fundamental diante da ofensiva esperada da direita em 2026. O objetivo é formar uma bancada governista mais robusta na Casa.
Entre as principais bandeiras dos candidatos de direita está a tentativa de eleger um número suficiente de senadores para viabilizar pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Além disso, Lula enfrentou derrotas relevantes no Congresso ao longo do terceiro mandato, cenário que poderia ser revertido com uma base aliada mais sólida no Legislativo. Na última reunião ministerial, realizada em dezembro do ano passado, o presidente foi direto ao se dirigir aos auxiliares interessados em disputar as eleições e afirmou que espera que “ganhem o cargo que vão disputar”.
Leandro Soares
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