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Parlamentares da oposição pedem impeachment, suspeição e investigação contra Dias Toffoli

Agora, os parlamentares pedem o afastamento do ministro da relatoria do caso Master no STF.

A oposição intensificou a ofensiva no Congresso após a revelação de novos indícios de possíveis conflitos de interesses envolvendo o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli no caso do Banco Master. Isso ocorre após uma reportagem do portal Metrópoles, publicada nessa quarta-feira (21), revelar informações de um resort com cassino que até fevereiro de 2025 pertencia a dois irmãos do ministro. Agora, os parlamentares pedem o afastamento do ministro da relatoria do caso no STF, e reforçaram o pedido de impeachment, além de já terem protocolado pedidos de investigação contra Toffoli no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e na PGR.

O cassino fica situado no Tayayá Resort, em Ribeirão Claro (PR), e conta com máquinas de caça-níqueis e mesas de pôquer. O estabelecimento é chamado pelos funcionários de “ressorto do Toffoli”, mesmo sem possuir mais ligação com a família do ministro do STF. Conforme o portal, o Tayayá Resort foi construído pela incorporadora dos irmãos do magistrado, José Carlos Dias Toffoli e José Eugênio Toffoli, e também possuía um fundo de investimentos ligado à rede financeira de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Foto: Nelson Jr./SCO do STFMinistro Dias Toffoli soltou advogado acusado de intermediar R$ 1 milhão de propina para desembargador
Ministro Dias Toffoli soltou advogado acusado de intermediar R$ 1 milhão de propina para desembargador

Posteriormente, o resort foi vendido para um advogado da empresa J&F, dos irmãos Joesley e Wesley Batista. Em representação encaminhada ao procurador-geral da República Paulo Gonet no dia 14 de janeiro, o senador Eduardo Girão (Novo-CE) pediu a avaliação de Toffoli à frente do caso Master, além da solicitação de que fosse feita uma análise sobre a existência de impedimento.

No documento, o senador levantou questionamentos sobre decisões do ministro, uma delas foi a de que os materiais apreendidos pela Polícia Federal em operações envolvendo a instituição bancárias fossem armazenados na sede do STF, lacrados. Logo depois, Toffoli alterou para que o material ficasse sob custódia da PGR.

Ainda em 14 de janeiro, Girão e os senadores Damares Alves (Republicanos-DF) e Magno Malta (PL-ES) protocolaram o pedido de impeachment contra Dias Toffoli, em que denunciam crimes de responsabilidade relacionados ao inquérito conduzido pelo magistrado na apuração de fraudes no Master. O requerimento foi entregue ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

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