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Caso Master: deputados governistas pedem à PGR para afastar Dias Toffoli

Representação foi apresentada por Heloísa Helena e Fernanda Melchionna, ambas do PSOL do Rio de Janeiro.

Deputados federais de partidos ligados à base do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva acionaram a Procuradoria-Geral da República para solicitar o afastamento do ministro Dias Toffoli da relatoria do inquérito que apura o caso do Banco Master no Supremo Tribunal Federal. A representação foi apresentada por Heloísa Helena e Fernanda Melchionna, ambas do PSOL do Rio de Janeiro, Sâmia Bonfim, do PSOL de São Paulo, e Túlio Gadêlha, da Rede de Pernambuco.

Até então, solicitações semelhantes haviam sido protocoladas apenas por partidos de oposição, como Novo e PL. O novo pedido ocorre dias após o partido Novo apresentar outra representação à PGR, depois de o procurador-geral Paulo Gonet ter arquivado uma solicitação anterior feita em conjunto por parlamentares do Novo e do PL. Com a iniciativa dos governistas, o debate sobre a relatoria do caso passou a envolver também setores da base aliada.

Foto: Gustavo Moreno/STFMinistro Dias Toffoli
Ministro Dias Toffoli

No documento enviado à PGR, os deputados mencionam reportagens que indicam uma suposta proximidade entre o ministro Dias Toffoli e pessoas ligadas a investigados no caso do Banco Master. Segundo os parlamentares, a medida não tem caráter pessoal contra o magistrado, mas busca evitar questionamentos sobre a imparcialidade na condução do inquérito. Eles defendem que o afastamento teria natureza cautelar para preservar a confiança pública no andamento das investigações.

Entre os episódios citados está uma viagem de Dias Toffoli para a final da Copa Libertadores de 2025, no Peru, realizada no mesmo voo particular de um advogado que atua na defesa de investigados ligados ao Banco Master. Também foram mencionadas informações publicadas pela imprensa sobre a participação de irmãos e primos do ministro como acionistas de resorts de luxo no Paraná, por meio de fundos de investimento vinculados ao Banco Master e a um parente do banqueiro Daniel Vorcaro.

A representação ainda aponta que, além das situações relatadas, o ministro decretou sigilo absoluto sobre os autos e restringiu a atuação da Polícia Federal no inquérito. Os deputados pedem que, caso a PGR considere necessário, o processo seja redistribuído no STF para evitar questionamentos futuros sobre a validade das decisões. O pedido está sob análise da Procuradoria-Geral da República, e até o momento não houve manifestação oficial da PGR ou do Supremo Tribunal Federal.

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