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Ministro de Lula mantém no cargo diretor do DNIT que despacha de tornozeleira

Marcos foi alvo da mais recente fase da Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal.

O ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), mantém no cargo de diretor de Finanças do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) o servidor Marcos de Brito Campos Júnior, acusado de integrar um esquema de desvio de dinheiro de aposentados do INSS e que atualmente utiliza tornozeleira eletrônica.

Marcos foi alvo da mais recente fase da Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal em 18 de dezembro de 2025. À época, a Justiça determinou seu afastamento cautelar do Dnit e a adoção de monitoramento eletrônico. Apesar da decisão, ele segue no comando da área financeira do órgão, que possui orçamento de R$ 11 bilhões neste ano.

Foto: ReproduçãoMarcos de Brito Campos Júnior foi alvo da mais recente fase da Operação Sem Desconto
Marcos de Brito Campos Júnior foi alvo da mais recente fase da Operação Sem Desconto

De acordo com informações da coluna Andreza Matais, o gabinete do diretor confirmou nessa quinta-feira (8) a permanência de Marcos no cargo, cujo salário é de cerca de R$ 23 mil. A reportagem também identificou despachos assinados por ele após ter sido alvo da operação da Polícia Federal.

Segundo as investigações, Marcos é acusado de auxiliar Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, no período em que atuava como superintendente do INSS no Nordeste. Para a PF, o atual diretor financeiro do Dnit está entre “os agentes centrais da engrenagem criminosa”, responsável por viabilizar descontos associativos fraudulentos diretamente na folha de pagamento de aposentados.

A apuração aponta ainda que passagens aéreas em nome de Marcos teriam sido pagas por uma empresa de fachada ligada a Antonio Camilo. Além disso, mensagens obtidas pela Polícia Federal indicam que ele teria recebido R$ 20 mil como pagamento pelos serviços prestados.

A PF chegou a pedir a prisão preventiva do servidor, mas o pedido foi negado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça. Na decisão, o magistrado considerou que Marcos deixou de manter relação direta com os demais investigados a partir de 2023, quando assumiu a diretoria do Dnit, substituindo a prisão por medidas cautelares, como a proibição de contato com outros investigados e o uso de tornozeleira eletrônica.

A coluna tentou contato com Marcos por meio de seu gabinete, mas foi informada de que ele está de férias e deve retornar a Brasília no dia 20 de janeiro. O Dnit também foi procurado, mas não se manifestou até o fechamento da matéria.

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes é a autarquia responsável pela política de infraestrutura de transportes terrestres e aquaviários do país e atua sob a jurisdição do Ministério dos Transportes. Historicamente, o órgão já foi alvo de diversas investigações envolvendo esquemas de corrupção.

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