A Polícia Federal (PF) iniciou uma análise preliminar das denúncias que apontam para a suposta contratação de influenciadores digitais com o objetivo de defender o Banco Master e atacar o Banco Central (BC) após a liquidação da instituição financeira.
Em entrevista à coluna da jornalista Mirelle Pinheiro, do Metrópoles, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, confirmou que o caso ainda está em fase inicial de apuração. Segundo ele, a corporação trabalha na elaboração de uma Informação de Polícia Judiciária (IPJ), procedimento técnico que antecede a eventual instauração de um inquérito policial.
“Estamos realizando uma análise inicial dos dados para produzir uma Informação de Polícia Judiciária, que poderá resultar na abertura de um inquérito”, afirmou.
Movimentação atípica nas redes
No fim de dezembro, a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) identificou um volume considerado fora do padrão de publicações nas redes sociais relacionadas à liquidação do Banco Master, com menções diretas à entidade e a seus representantes.
Em nota, a federação informou que mantém monitoramento periódico do ambiente digital por meio de empresas especializadas e que, dentro desse acompanhamento de rotina, foi detectada uma movimentação incomum associada às notícias sobre a instituição financeira liquidada. Conforme a Febraban, o pico de postagens diminuiu nos dias seguintes, mas a entidade ainda avalia se o episódio pode ser caracterizado como um ataque coordenado à sua atuação institucional.
Liquidação e contexto investigativo
A liquidação do Banco Master foi determinada pelo Banco Central em 18 de novembro do ano passado, no contexto de investigações que apontaram indícios de um esquema envolvendo a emissão e a negociação de títulos de crédito falsos no Sistema Financeiro Nacional.
A Febraban destacou que o monitoramento das redes sociais não tem como foco autoridades específicas e que não realiza acompanhamento direcionado a conteúdos contrários ao Banco Central ou a seus dirigentes.
Procurado, o Banco Central ainda não se manifestou sobre os ataques virtuais nem sobre a existência de eventuais ações coordenadas após a liquidação do banco. O espaço permanece aberto para posicionamento.
Caroline Vitorino
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