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Dias Toffoli admite ser sócio de empresa que fez negócios com cunhado de Vorcaro

O comunicado informa ainda que o magistrado integra o quadro societário, sem exercer funções de gestão.

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), confirmou, por meio de nota oficial, que é sócio da empresa Maridt, que negociou participações no resort Tayayá, no Paraná, com fundos ligados a Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.

De acordo com o gabinete do ministro, a Maridt é uma empresa familiar, constituída como sociedade anônima de capital fechado, administrada por parentes de Toffoli. O comunicado informa ainda que o magistrado integra o quadro societário, sem exercer funções de gestão.

Foto: Gustavo Moreno/STFMinistro Dias Toffoli
Ministro Dias Toffoli

Na nota, Toffoli ressaltou que sua participação na empresa está em conformidade com a Lei Orgânica da Magistratura. Segundo ele, a legislação permite que magistrados integrem sociedades empresariais e recebam dividendos, desde que não atuem na administração.

“O magistrado pode integrar o quadro societário de empresas e dela receber dividendos, sendo-lhe apenas vedado praticar atos de gestão na qualidade de administrador”, afirmou.

Histórico da empresa

Ainda conforme o esclarecimento, a Maridt integrou o grupo Tayayá Ribeirão Claro até 21 de fevereiro de 2025. A participação foi encerrada por meio de duas operações: a venda de cotas ao Fundo Arllen, em 27 de setembro de 2021, e a alienação do saldo remanescente à empresa PHD Holding, em fevereiro de 2025.

O gabinete do ministro informou que todas as operações foram declaradas à Receita Federal e realizadas dentro dos valores de mercado.

Relatoria no caso Banco Master

Em meio à pressão para deixar a relatoria do caso envolvendo o Banco Master no STF, Toffoli afirmou que a ação referente à compra da instituição pelo Banco de Brasília (BRB) foi distribuída a ele em 28 de novembro de 2025, quando a Maridt já não integrava mais o grupo Tayayá.

O ministro também declarou que não conhece o gestor do Fundo Arllen e que nunca manteve relação de amizade com Daniel Vorcaro. Segundo ele, jamais recebeu valores do empresário ou de seu cunhado, Fabiano Zettel.

“Por fim, o ministro esclarece que jamais recebeu qualquer valor de Daniel Vorcaro ou de seu cunhado Fabiano Zettel”, diz a nota.

As declarações foram divulgadas em meio às investigações que apuram possíveis irregularidades envolvendo o Banco Master e às discussões sobre a permanência de Toffoli na relatoria do caso no Supremo Tribunal Federal.

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