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Rodrigo Manga, esposa, mãe e mais 10 pessoas são denunciados pelo MPF

O prefeito afastado e os demais envolvidos foram alvos da Operação Copia e Cola, deflagrada em 2025.

O prefeito afastado de Sorocaba, Rodrigo Manga (Republicanos), e mais 12 pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público Federal (MPF) pelos crimes de organização criminosa, peculato, corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro, contratação direta ilegal e frustração de competição e licitação. Ele e os demais envolvidos foram alvos da Operação Copia e Cola, deflagrada pela Polícia Federal em 2025, que apurou irregularidades em contratos na área da saúde no município paulista.

Entre os suspeitos de participarem do esquema estão até mesmo familiares de Rodrigo Manga: a esposa, Sirlange Frate Maganhato; a mãe, Zoraide Batista Maganhato. Pessoas ligadas à Prefeitura também foram denunciadas, como o ex-secretário de Administração de Sorocaba, Fausto Bossolo, e o ex-secretário de Saúde, Vinícius Tadeu Sattin Rodrigues.

Foto: Divulgação/Prefeitura de SorocabaPrefeito Rodrigo Manga
Prefeito Rodrigo Manga

Por meio de nota, a defesa do prefeito afastado negou as acusações sobre os crimes supostamente praticados por Rodrigo Manga e seus familiares. “A denúncia é fruto de investigação completamente nula, porque iniciada de forma ilegal e conduzida por autoridade manifestamente incompetente, bem como fruto de perseguição política, não havendo nada de concreto a relacionar o prefeito com os fatos narrados”, manifestou a defesa de Manga.

Investigação

Segundo investigação da Polícia Federal (PF), o levantamento iniciado em 2022 identificou desvio de recursos públicos destinados à saúde de Sorocaba, com atos de lavagem de dinheiro por meio de depósitos em espécie, pagamento de boletos e negociações imobiliárias.

A apuração constatou que os recursos foram desviados de dois contratos da Prefeitura com a organização social IASE. O primeiro, firmado de forma emergencial em 2021, tinha como objeto o gerenciamento da UPA do bairro do Éden. Já o segundo foi acordado em 2022, para administrar a UPH Zona Oeste.

Conforme apontado pelos investigadores, as contratações eram direcionadas. Manga também é acusado de receber propina de um esquema de desvio de dinheiro envolvendo contrato com uma Organização Social de Saúde (OSS) para gerir uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Sorocaba. Ele foi afastado da Prefeitura em novembro de 2025, em cumprimento a ordem judicial.

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