A organização Transparência Internacional, conhecida pelo combate à corrupção, pediu o afastamento e a investigação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, relator do caso envolvendo o Banco Master. A posição foi divulgada nesta quinta-feira (12) e reforça a preocupação da entidade diante das conversas reveladas entre Toffoli e o empresário Daniel Vorcaro. O Brasil permanece em 107º lugar no Índice de Percepção da Corrupção (IPC) de 2025, a pior colocação da série histórica.
O pedido da Transparência Internacional surge em meio a controvérsias sobre a investigação aberta por Toffoli contra a própria instituição, considerada uma tentativa de criminalização. Segundo a nota, apesar do arquivamento do inquérito pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por falta de provas, o ministro manteve o caso ativo. A organização reforçou que o afastamento é necessário para garantir a imparcialidade do processo.
A pressão sobre Toffoli aumentou após a Polícia Federal ter acesso ao celular de Vorcaro e identificar trocas de mensagens com o ministro. O gabinete de Toffoli contestou a solicitação de suspeição da PF, alegando que a instituição não teria legitimidade para apresentar o pedido, citando um artigo incorreto do Código de Processo Civil.
Fontes da PF, no entanto, afirmam ter encontrado indícios de pagamentos de pelo menos R$ 20 milhões do empresário à empresa Maridt, da qual Toffoli é sócio. A defesa de Toffoli se apoia na Lei Orgânica da Magistratura, que permite a magistrados receber dividendos de empresas em que são sócios, desde que não exerçam funções administrativas.
Caroline Vitorino
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