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Ministério Público pede suspensão do salário de ministro do STJ afastado por assédio

Buzzi foi denunciado ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por duas mulheres, sendo uma jovem de 18 anos.

O Ministério Público solicitou que o Tribunal de Contas da União suspenda o pagamento do salário do ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça, afastado após denúncias de assédio sexual.

Buzzi foi denunciado ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por duas mulheres, sendo uma jovem de 18 anos. Apesar de estar proibido de frequentar a Corte, o ministro continua recebendo remuneração mensal de R$ 44.047,88.

Foto: José Alberto/STJMinistro Marco Aurélio Buzzi
Ministro Marco Aurélio Buzzi

O pedido de suspensão do pagamento foi formalizado pelo subprocurador-geral do MPTCU, Lucas Rocha Furtado. No requerimento, ele pede ainda que o TCU analise a possibilidade de ressarcimento ao erário dos valores recebidos por Buzzi desde o início do afastamento.

“É absolutamente inaceitável que recursos públicos sejam utilizados para remunerar um agente público afastado de suas funções em razão de acusações tão graves como as que pesam contra o ministro Marco Buzzi”, afirmou Furtado.

O documento solicita também que o TCU encaminhe cópias da representação e da decisão que for proferida ao Ministério Público Federal (MPF) para acompanhamento das providências.

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