O ministro do Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou a hipótese de que uma reunião entre os integrantes da Corte tenha sido gravada e classificou a suposição como um “absurdo”. A declaração ocorreu após detalhes do encontro serem divulgados publicamente.
O vazamento das informações teria causado desconforto entre os ministros e levantado questionamentos sobre como trechos da conversa chegaram ao conhecimento externo, já que a reunião ocorreu em ambiente fechado e contou apenas com a presença dos membros do tribunal. A Corte também demonstrou preocupação com a preservação do sigilo e com a exposição de discussões internas.
A reunião em questão teria sido convocada pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, com o objetivo de tratar de questões institucionais e de pontos relacionados ao caso envolvendo o Banco Master, do qual Toffoli era relator até então.
Dias Toffoli deixou a relatoria do processo após a repercussão do caso e o aumento da pressão interna. A decisão foi interpretada como uma forma de preservar o andamento das investigações e reduzir desgastes dentro da Corte. O processo foi redistribuído por sorteio e passou a ser conduzido pelo ministro André Mendonça.
Francielle Barroso
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