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CVM atribui demora no caso do Banco Master à falta de servidores

O senador Eduardo Braga, criticou a atuação da CVM e afirmou que houve omissão por parte do órgão.

João Accioly, presidente interino da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), afirmou nesta terça-feira (24), em depoimento à Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, que o órgão já tinha conhecimento de suspeitas de irregularidades envolvendo o Banco Master e instituições ligadas a ele. Segundo Accioly, a demora no avanço das apurações ocorreu principalmente pela falta de servidores e pelo acúmulo de processos.

De acordo com o dirigente, investigações foram abertas desde 2022, mas poderiam ter avançado mais rapidamente caso a autarquia tivesse mais estrutura e investimentos em tecnologia. Ele destacou que os funcionários trabalham acima da capacidade, o que acaba retardando a análise de casos complexos.

Foto: Reprodução CAE5ª Reunião, Ordinária - CAE
5ª Reunião, Ordinária - CAE

O senador Eduardo Braga criticou a atuação da CVM e afirmou que houve omissão por parte do órgão. Para ele, o episódio representa um escândalo no mercado financeiro que teria prejudicado milhões de brasileiros, inclusive investidores com recursos aplicados em fundos de previdência.

O Banco Master foi liquidado em novembro de 2025, quando seu proprietário, Daniel Vorcaro, foi preso pela Polícia Federal (PF). O caso também envolve o Banco de Brasília e chegou ao Supremo Tribunal Federal, após repercussões envolvendo decisões judiciais e debates sobre regras éticas na Corte.

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