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Ex-dirigentes do INSS avançam em delação e citam Lulinha e políticos

A advogada Izabella Borges, que representa Virgílio Oliveira Filho, negou que exista delação.

Uma apuração do Metrópoles aponta que dois ex-servidores de alto escalão do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), atualmente presos, Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho e André Fidelis, estão em fase avançada de delação premiada e podem citar políticos e empresários, incluindo Lulinha. Ambos estão presos desde 13 de novembro no âmbito da 4ª fase da Operação Sem Desconto, que investiga fraudes e propina dentro do órgão.

Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho, ex-procurador do INSS e servidor de carreira da Advocacia-Geral da União (AGU), é acusado de receber R$ 11,9 milhões de empresas envolvidas em descontos ilegais sobre aposentadorias, conhecidos como “Farra do INSS”.

Foto: Reprodução/Redes sociaisLulinha
Lulinha

Desse total, cerca de R$ 7,5 milhões teriam vindo de empresas ligadas a Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS. Parte dos repasses foi direcionada a empresas e contas da esposa de Virgílio, a médica Thaisa Hoffmann Jonasson, que também está presa.

André Fidelis, outro ex-dirigente investigado, teria recebido R$ 3,4 milhões em propina entre 2023 e 2024. Seu filho, Eric Fidelis, também foi detido. A defesa de Virgílio nega a existência de delação em andamento.

O próprio Careca do INSS prepara uma proposta de delação premiada. Fontes afirmam que sua disposição em colaborar aumentou após familiares, como o filho Romeu Carvalho Antunes e a esposa Tânia Carvalho dos Santos, serem incluídos nas investigações.

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