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Hackers furtaram senhas de servidoras para forjar mandado contra Lula

Conforme as apurações, credenciais de um policial penal de Minas Gerais também teriam sido usadas.

O Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) comunicou que apura o uso indevido de credenciais digitais pertencentes a duas servidoras do Judiciário estadual. Diante da situação, foi aberta uma investigação preliminar, conduzida pela Divisão de Inteligência Institucional, que apontou indícios de invasões a sistemas oficiais, abertura de processos inexistentes e inserção de informações falsas em plataformas judiciais. Conforme as apurações, credenciais de um policial penal de Minas Gerais também teriam sido usadas no esquema.

Segundo a polícia, com as senhas obtidas de forma irregular, os responsáveis pela ação conseguiram acessar sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do próprio Judiciário goiano, com a intenção de forjar mandados de prisão. A delegada Sabrina Leles, do Núcleo de Inteligência do TJGO, informou que apenas uma das credenciais foi utilizada para promover 112 alterações e exclusões de mandados.

As movimentações suspeitas foram detectadas pelos mecanismos de controle do tribunal antes que gerassem efeitos práticos, evitando prejuízos maiores ao funcionamento da Justiça.

As investigações apontam um adolescente do Distrito Federal como principal suspeito de envolvimento no caso. Ainda de acordo com a apuração, o grupo chegou a tentar emitir mandados falsos em nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Além da tentativa de fraude processual, a polícia apura que documentos de caráter sigiloso teriam sido comercializados pelos envolvidos e disponibilizados em ambientes da dark web.

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