O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e aliados encaram uma relativa fartura de opções de nomes para o governo e o Senado de São Paulo nas eleições, em meio a uma tentativa de escolher um nome competitivo diante da reeleição do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), já considerada como certa segundo pesquisas de intenção de voto. Para também tentar conter o avanço da direita no Senado, o Palácio do Planalto avaliou que o petista escalou um time de peso para a disputa.
Entre os nomes cogitados para o Senado e o Governo de SP estão o do atual ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT-SP); a ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB-MS); o ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Márcio França (PSB-SP); e a ministro do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede-SP).
No entanto, Lula ainda não definiu nem delineou os arranjos políticos com os cotados sobre qual cargo irão concorrer, nem mesmo as compensações em caso de desagrado ou sacrifício político. Até o momento, quatro nomes pretendem ingressar na disputa, mas outro problema é que só há três candidaturas vagas na chapa lulista: um ao governo estadual e duas ao Senado.
Com isso, aquele que “sobrar” deve pleitear uma cadeira na Câmara dos Deputados, ou entrar como vice na chapa do governo estadual, tentar concorrer por outro estado, e, na última opção, se “sacrificar” e desistir das eleições, mas ser reacomodado no Governo Federal.
Carolina Matta
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