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Justiça de SP marca Júri dos policiais militares acusados de matar delator do PCC

O crime ocorreu em 2024 em Guarulhos, e mostrou a influência das facções na segurança pública.

O Júri Popular dos três policiais militares acusados de matar o delator do PCC, Antônio Vinícius Lopes Gritzbach, foi marcado pela Justiça de São Paulo para junho de 2026. O crime ocorreu em 2024 no Aeroporto de Guarulhos, e mostrou a atuação e influência das facções na segurança pública paulista.

São réus pelo assassinato de Gritzbach, o cabo Dênis Antônio Martins, o soldado Ruan Silva Rodrigues e o tenente Fernando Genauro da Silva. Eles são apontados como os executores do crime, e respondem também pelo assassinato do motorista de aplicativo Celso Novais, atingido durante o tiroteio.

Foto: Reprodução/WhatsAppCâmera de segurança flagrou o exato momento em que o empresário Antônio Vinicius Gritzbach foi morto
Câmera de segurança flagrou o exato momento em que o empresário Antônio Vinicius Gritzbach foi morto

Os três negam participação no crime. Entretanto, o Ministério Público afirma que Martins e Rodrigues foram os atiradores, enquanto o tenente Silva prestava apoio, dirigindo o carro usado na fuga. A denúncia é baseada em imagens de câmeras de segurança do aeroporto, além de material genético (DNA) deixado no veículo utilizado para a fuga dos envolvidos, bem como em dados de geolocalização cruzados com informações das torres de telefonia da região.

Antes de ser morto, Gritzbach fechou um acordo de delação com o Ministério Público, no qual denunciou um esquema bilionário de lavagem de dinheiro e tráfico de drogas entre o PCC e o Comando Vermelho, além de acusar policiais civis de cobrar R$ 40 milhões em propina. Com a delação, diversos agentes de segurança e advogados que possuíam ligação com o crime organizado foram presos.

A execução do delator do PCC não envolveu apenas os policiais militares, mas também traficantes ligados às facções criminosas. Entre os acusados estão Emilio Castilho, Diego Amaral e Kauê Coelho, que respondem em processo separado, mas ainda são procurados pela polícia.

No final de 2025, 11 policiais militares foram condenados a penas de 5 a 7 anos pela Justiça Militar por organização criminosa. Eles integravam uma escolta armada particular e ilegal para Antônio Vinícius Lopes Gritzbach, e as investigações concluíram que sabiam do envolvimento do empresário com o crime organizado e prestavam o serviço de segurança de forma irregular.

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