A Polícia Federal solicitou ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, autorização para utilizar provas de um inquérito que investiga Eduardo Bolsonaro por coação. O pedido, feito na última segunda-feira (16), tem como objetivo reforçar um processo administrativo que pode resultar na exoneração do ex-parlamentar do cargo de escrivão. Nesta terça-feira (17), Moraes encaminhou a solicitação à Procuradoria-Geral da República e estabeleceu prazo de cinco dias para manifestação.
Em janeiro, a PF já havia aberto um processo administrativo disciplinar (PAD) para apurar possível abandono de função por parte de Eduardo Bolsonaro. Na ocasião, foi concedido prazo de 15 dias para apresentação de defesa, conforme edital publicado no Diário Oficial da União na segunda-feira (16). O período começa a contar a partir da publicação, e, caso não haja resposta, o procedimento seguirá à revelia.
A apuração, conduzida pela Corregedoria da corporação, investiga ausências consideradas injustificadas no exercício do cargo de escrivão. Segundo a PF, o ex-deputado teria deixado de comparecer ao trabalho por mais de 30 dias consecutivos sem justificativa — o que, pela legislação, configura abandono de cargo e pode levar à demissão do serviço público.
O edital também informa que Eduardo Bolsonaro está em “lugar incerto e não sabido”. Ele reside nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025.
Rodrigo Mendes
Ver todos os comentários | 0 |