Na quarta-feira (18), o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, admitiu que prestou serviços jurídicos ao banco Banco Master. Segundo Rueda, por meio do escritório Rueda e Rueda, ele realizou “dezenas de pareceres e centenas de reuniões, incluindo mais de 1.000 audiências, cerca de 20 mil protocolos e aproximadamente 400 acordos” para a instituição.
Em nota, ele afirmou não ter cometido qualquer irregularidade, sustentando que exerceu uma “atividade profissional legítima, regular e plenamente compatível com o exercício da advocacia no país”. A declaração, no entanto, entra em contradição com o que ele havia dito dois dias antes ao Metrópoles, quando negou qualquer vínculo com Daniel Vorcaro.
O nome de Rueda apareceu em mensagens trocadas entre Vorcaro e Paulo Henrique Costa, então presidente do BRB. Na conversa, Costa relata ter se encontrado com Rueda e menciona que o político demonstrou interesse em se reunir com o banqueiro. As mensagens foram extraídas do celular de Vorcaro.
Na terça-feira (17), após a divulgação do diálogo, Rueda declarou em nota que não comentaria conversas privadas obtidas ou divulgadas de forma irregular. Na ocasião, reiterou que não mantinha relação com Daniel Vorcaro, além de contatos sociais ocasionais, comuns no meio político e empresarial.
Conforme reportagem da Revista Piauí publicada na quarta (18), Rueda atuou em pelo menos um processo envolvendo o Banco Master. Trata-se de uma ação movida em 2024 pelo Instituto Defesa Coletiva contra a instituição financeira, período em que já havia suspeitas de irregularidades nas operações do banco.
De acordo com apuração da coluna de Andreza Matais, do Metrópoles, Rueda teria dito a mais de um interlocutor que poderia lucrar bilhões caso fosse concluída a venda do Banco Master ao BRB.
Entretanto, a negociação acabou sendo barrada pelo Banco Central do Brasil, que apontou elevados riscos nos ativos da instituição.
Leandro Soares
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