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Daniel Vorcaro recebe 4ª visita do advogado em meio a negociação por delação

Com a mudança de local, abriu-se caminho para um eventual acordo de colaboração, inclusive após acordo.

Nesta segunda-feira (23), o advogado Sérgio Leonardo realizou a quarta visita consecutiva ao banqueiro Daniel Vorcaro na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. O encontro ocorre em meio às negociações para uma possível delação premiada. A transferência de Vorcaro do Sistema Penitenciário Federal para a unidade da PF foi autorizada na quinta-feira (19) pelo ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).

Com a mudança de local, abriu-se caminho para um eventual acordo de colaboração, especialmente após a assinatura de um termo de confidencialidade entre o banqueiro, a Procuradoria-Geral da República e agentes da Polícia Federal. As tratativas são conduzidas por Sérgio Leonardo, que também atua como procurador-geral da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Nacional e integra a defesa de Vorcaro ao lado de José Luis Oliveira Lima, conhecido como Juca.

Foto: DivulgaçãoDaniel Vorcaro
Daniel Vorcaro

De acordo com a Polícia Federal, Vorcaro permanece sozinho em uma cela comum, seguindo a rotina padrão de um detento. O espaço conta com cama, banheiro e grades, e difere da sala especial, destinada a autoridades, onde já esteve o ex-presidente Jair Bolsonaro, que dispunha de estrutura com ar-condicionado. A ausência de outros presos na carceragem explica o fato de ele estar isolado.

A prisão do banqueiro ocorreu no âmbito da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal. Apesar de ter sido liberado anteriormente para responder em liberdade, mediante medidas cautelares, ele voltou a ser detido no início de março.

As investigações apuram suspeitas que envolvem crimes financeiros, pagamentos irregulares a agentes públicos e a existência de uma estrutura paralela de monitoramento, descrita pelos investigadores como uma espécie de “milícia privada”.

Segundo a apuração da Polícia Federal, o esquema pode ter movimentado cerca de R$ 17 bilhões, por meio de fraudes que incluíam a criação de carteiras de crédito fictícias e a tentativa de comercialização desses ativos com o Banco de Brasília.

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