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Correios propõem reduzir cargos de 32 para 18 em plano de reestruturação

De acordo com a empresa, as mudanças serão aplicadas apenas para as futuras contratações.

Uma proposta de reestruturação dos Correios foi encaminhada ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) com o objetivo de reduzir de 32 para 18 os cargos existentes na estatal. A medida faz parte de um plano mais amplo de reorganização administrativa e precisa ser aprovada até o início de abril.

De acordo com a empresa, as mudanças serão aplicadas apenas a futuras contratações. Funcionários atuais poderão optar por migrar para o novo modelo, mas aqueles que preferirem permanecer nas funções vigentes terão seus direitos preservados, conforme determina a legislação trabalhista.

Para estimular a adesão ao novo formato, os Correios estudam a criação de incentivos. Contudo, a estatal busca evitar a concessão de benefícios que possam elevar custos, diante do atual cenário de recuperação financeira. A proposta também prevê alterações nas atribuições dos cargos, permitindo maior mobilidade interna entre funções. Atualmente, a empresa mantém uma divisão rígida de atividades, como atendimento, tratamento e distribuição.

Foto: Lucas Dias/GP1Nova agência dos Correios
Nova agência dos Correios

Outro ponto do plano é a extinção de cargos como dentista, médico e enfermeiro. Segundo a estatal, essas funções podem ser terceirizadas, especialmente porque a empresa já não mantém ambulatórios próprios.

A análise da proposta está sob responsabilidade da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais, vinculada ao MGI. Enquanto aguarda o aval do governo, os Correios avançam com outras medidas do plano de reestruturação, entre as quais estão o Programa de Demissão Voluntária (PDV) e a implementação da escala de 12 horas de trabalho por 36 horas de descanso em alguns setores.

Até a última terça-feira (24), cerca de 2.117 empregados aderiram ao PDV, o equivalente a 21% da meta de 10 mil desligamentos prevista para 2026. A empresa ainda projeta outras 5 mil saídas voluntárias até 2027. Contudo, caso a meta não seja atingida, a direção admite a possibilidade de demissões futuras.

A avaliação interna é de que a atual situação financeira pode justificar a medida do ponto de vista jurídico, uma vez que, na gestão de Emmanoel Rondon, a empresa identificou um déficit de R$ 20 bilhões. No ano passado, os Correios contrataram um empréstimo de R$ 12 bilhões junto a cinco bancos para amenizar a crise financeira.

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