O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, anunciou nesta quinta-feira (2) que desistiu de disputar uma vaga de deputado federal por Pernambuco nas eleições de 2026. A decisão, segundo ele, foi tomada após um pedido direto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Em publicação nas redes sociais, o ministro afirmou que recebeu do chefe do Executivo “não apenas um convite, mas uma convocação” para permanecer no cargo. “Há momentos em que servir exige renúncia — e é nela que se revela a verdadeira dimensão do compromisso público”, escreveu.
A permanência de Wolney ocorre em meio ao prazo de desincompatibilização, que se encerra neste sábado (3), data limite para que ministros deixem seus cargos caso desejem disputar as eleições. A expectativa é de que cerca de 16 integrantes da Esplanada se afastem para concorrer a cargos eletivos. Ainda assim, Lula tem defendido a continuidade da gestão, promovendo, em alguns casos, secretários-executivos para manter o funcionamento das pastas.
Wolney Queiroz assumiu o Ministério da Previdência após a saída de Carlos Lupi, que deixou o cargo em meio ao escândalo envolvendo fraudes em descontos associativos no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Desde então, o atual ministro tem como uma de suas prioridades o combate às irregularidades e a redução das filas de atendimento.
De acordo com o Ministério da Previdência, a decisão de permanecer no cargo reforça o compromisso com “a integridade do sistema, o combate rigoroso às fraudes e a diminuição das filas da Previdência Social”.
Trajetória política
Filiado ao PDT desde 1992, Wolney já exerceu seis mandatos como deputado federal, iniciando sua trajetória na Câmara em 1995. Antes disso, foi vereador em Caruaru, sua cidade natal. Ele também carrega herança política: é filho de José Queiroz de Lima, ex-prefeito do município e ex-deputado estadual.
Recentemente, o ministro foi destituído da presidência estadual do PDT em Pernambuco, em meio à reorganização interna conduzida por Carlos Lupi visando as eleições no estado.
Reorganização no PDT
No cenário político pernambucano, o PDT aposta na chegada da ex-deputada federal Marília Arraes como peça-chave para reestruturar o diretório estadual. Ela deve disputar o Senado em chapa ao lado do senador Humberto Costa.
A decisão de Wolney de permanecer no ministério é vista como estratégica tanto para o governo federal quanto para o partido, que busca se reorganizar no estado sem abrir mão de espaço na administração federal.
Wanessa Gommes
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