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STF acumula 78,6% em menções negativas nas redes sociais, diz estudo

Os dados são do estudo “STF sob pressão digital”, elaborado pela AtivaWeb Datalab.

O Supremo Tribunal Federal (STF) enfrenta uma forte crise de imagem nas redes sociais. Em março de 2026, a Corte acumulou 78,6% de menções negativas em uma amostra de 56,2 milhões de postagens em plataformas como Facebook, Instagram, X e TikTok.

Os dados são do estudo “STF sob pressão digital”, elaborado pela AtivaWeb Datalab e divulgado nesta semana. Segundo o levantamento, apenas 11,4% das menções foram classificadas como neutras, enquanto menos de 10% apresentaram posicionamentos de defesa institucional.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência BrasilSupremo Tribunal Federal
Supremo Tribunal Federal

O volume de críticas foi impulsionado principalmente por reações negativas a ministros como Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Nunes Marques. Por outro lado, o ministro André Mendonça registrou avaliações mais positivas, o que ajudou a amenizar parcialmente o cenário.

A análise qualitativa do estudo aponta que, mesmo quando as críticas são direcionadas a ministros específicos, o público tende a associar diretamente essas avaliações à instituição como um todo. Segundo o relatório, essa percepção é influenciada pela ideia de excesso de poder e pela dificuldade de distinguir decisões individuais das colegiadas.

O levantamento também indica que a manutenção desse cenário por três meses consecutivos demonstra a consolidação de uma crise de reputação digital do STF.

Para especialistas, uma possível estratégia de reversão passaria por ampliar a comunicação institucional, destacando o funcionamento das decisões colegiadas, contextualizando decisões monocráticas e reforçando o papel histórico da Corte.

Atualmente, o STF soma cerca de 3,4 milhões de seguidores nas principais redes sociais, número inferior ao de lideranças políticas como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente Jair Bolsonaro.

O estudo também aponta que casos recentes, como investigações envolvendo o Banco Master, impactaram a percepção pública sobre o Judiciário. Diante desse cenário, o presidente do STF, Edson Fachin, tem articulado a criação de um código de ética para a Corte. Paralelamente, o ministro Flávio Dino atua em iniciativas voltadas ao controle de emendas parlamentares e à limitação de benefícios acima do teto do funcionalismo.

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