O pré-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) afirmou nesta segunda-feira (25) que um eventual processo de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal poderá ocorrer caso ele chegue ao Palácio do Planalto. Apesar de dizer que não gostaria de adotar essa medida, o ex-governador de Goiás declarou que o cenário seria consequência da crise enfrentada pela Corte.
Durante participação em um encontro promovido pela Amcham Brasil, Caiado afirmou que o STF foi “gravemente atingido” por denúncias envolvendo questões pessoais de ministros e defendeu o afastamento daqueles citados em investigações. “Pessoas que são atingidas com denúncias sobre a sua trajetória de vida deveriam ser afastadas para que respondessem”, declarou.
O pré-candidato também comentou suspeitas envolvendo o Banco Master, que incluem transações relacionadas a familiares de ministros do Supremo. Segundo Caiado, situações desse tipo acabam comprometendo a imagem institucional da Corte. “Aí, sim, o Supremo guardaria a sua condição de imparcialidade nos julgamentos de temas relevantes, como se precisa”, afirmou.
Ao defender uma postura mais rígida do próprio STF, Caiado declarou que a ausência de providências poderia levar ao agravamento da crise institucional. “É algo que eu não queria, mas que vai acontecer. Se o Supremo não tomar essa decisão, qual é o segundo passo? O impeachment”, disse. O ex-governador ainda afirmou que o tribunal deveria demonstrar capacidade de “cortar na própria carne” para preservar sua credibilidade.
Rodrigo Mendes
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