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"Quanto mais dificuldade, a droga vai ficando mais cara", diz desembargadora do TJ-SP após decisão dos EUA sobre PCC e CV

A declaração da desembargadora Ivana David foi dada durante entrevista à CNN nessa sexta (29).

Uma declaração da desembargadora Ivana David, do Tribunal de Justiça de São Paulo, provocou forte repercussão nas redes sociais nessa sexta-feira (29). Durante entrevista à CNN, a magistrada afirmou que a recente classificação das facções criminosas PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas pelos Estados Unidos já estaria provocando impactos no mercado ilegal de drogas.

Ao comentar os efeitos da medida, Ivana David citou informações obtidas por órgãos de inteligência e afirmou que o aumento das dificuldades para atuação das organizações criminosas teria reflexos no valor dos entorpecentes. Segundo ela, o preço da cocaína já teria registrado alta após as ações adotadas pelas autoridades norte-americanas.

Foto: Reprodução/InstagramDesembargadora Ivana David
Desembargadora Ivana David

A magistrada também avaliou que as facções continuarão atuando, embora enfrentando maiores obstáculos decorrentes do endurecimento das medidas de combate ao crime organizado. “O PCC e o Comando Vermelho vão continuar atuando. E pior que isso. A inteligência, a investigação não para e já sabemos que o preço da cocaína subiu. Quanto mais dificuldade, obviamente a droga vai ficando mais cara”, declarou ela à rede de televisão.

Fala repercutiu e gerou reações

As declarações rapidamente repercutiram entre políticos, advogados e influenciadores ligados a setores da direita. O ex-secretário de Comunicação do governo Bolsonaro, Fabio Wajngarten, comentou o assunto nas redes sociais e ironizou a situação ao propor uma enquete sobre os possíveis efeitos da alta do preço da cocaína sobre o consumo da droga.

Já o deputado federal Helio Lopes classificou a fala como "surreal" e questionou a avaliação apresentada pela desembargadora. Em publicação na rede social X, ele afirmou estranhar a associação entre a classificação das facções como terroristas e a discussão sobre o valor da droga.

A declaração também foi alvo de críticas dos advogados Jeffrey Chiquini e Paulo Faria, que questionaram a relevância do tema diante das medidas voltadas ao combate ao crime organizado.

O episódio ampliou o debate nas redes sociais sobre os possíveis efeitos das ações internacionais contra organizações criminosas brasileiras e sobre a interpretação dos impactos dessas medidas no mercado ilegal de drogas.

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