O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), atribuiu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a responsabilidade pela tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Nesta quinta-feira (16), o parlamentar compartilhou uma publicação do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, e fez novas críticas ao chefe do Executivo.
Ao repercutir a declaração de Rubio, Flávio afirmou que Lula não reúne mais condições de permanecer na Presidência e o comparou, em tom de ironia, ao ex-presidente dos Estados Unidos Joe Biden. “Estamos em um avião sem piloto”, disparou Flávio. Em seguida, o senador voltou a atacar o presidente: “O Biden brasileiro está ranzinza, inconsequente e se tornou um perigo para a nossa nação”, disparou contra o petista.
Lula não tem mais condições de ser o presidente do Brasil. Estamos num avião sem piloto.
— Flávio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) July 16, 2026
O Biden brasileiro está ranzinza, inconsequente e se tornou um perigo para a nossa nação.
Quem olha pro Lula não enxerga futuro. Enxerga passado, atraso, incerteza, desconfiança, corrupção,… https://t.co/cbGkKyoUpL
Na mesma publicação, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) também escreveu: “Quem vê Lula não enxerga futuro, apenas passado, atraso, incerteza, desconfiança, corrupção, incompetência, vingança”, disse o filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A manifestação de Flávio ocorreu após Marco Rubio afirmar, na madrugada desta quinta-feira, que o governo brasileiro não negociou de "boa-fé" com os Estados Unidos sobre a adoção das tarifas. A declaração foi divulgada logo depois da confirmação da cobrança de 25% sobre a maior parte das importações brasileiras.
“Hoje, o presidente Trump determinou que o USTR imponha uma tarifa de 25% sobre a maioria das importações brasileiras. Não haja confusão sobre o motivo: o presidente Lula e seu governo não negociaram com os EUA de boa-fé”, disse.
Rubio também criticou a condução da política econômica do governo brasileiro e afirmou que a postura do presidente prejudicou as negociações entre os dois países. “No último ano, Lula colocou seu próprio ego à frente de fazer um acordo pelo bem-estar do povo brasileiro, e essas tarifas são o preço por isso”, destacou.
Flávio já havia defendido adiamento das tarifas
No último dia 7, durante uma audiência pública nos Estados Unidos, Flávio Bolsonaro defendeu que a entrada em vigor das tarifas fosse adiada para depois das eleições presidenciais brasileiras. Segundo ele, a medida poderia beneficiar politicamente o presidente Lula caso fosse aplicada antes do pleito.
“O Brasil realizará eleições presidenciais em outubro. Em apenas 90 dias, o cenário político do país mudará completamente, e impor agora uma tarifa, que seria difícil de reverter, recompensaria os resposáveis pelas ações em questão”, afirmou.
Após a audiência, no entanto, o senador mudou o discurso e declarou que passou a defender o cancelamento da medida, e não mais o adiamento.
“Quem quer a tarifa é o Lula, então a gente tem que usar os argumentos políticos aqui. [Quero] cancelamento, eu não quero tarifa para o Brasil. Só quem quer tarifa é o Lula”.
Leandro Soares
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