O Conjunto Palmeiras, na periferia de Fortaleza, abriga o primeiro banco comunitário do Brasil, o Banco Palmas, criado há 28 anos com o objetivo de combater a desigualdade social e econômica na região. Fundado pela Associação dos Moradores, o projeto surgiu em um contexto de extrema pobreza, com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), buscando alternativas para fortalecer a economia local.
A iniciativa ganhou destaque por implementar uma moeda social própria, chamada “Palmas”, que permite a circulação de recursos dentro da própria comunidade. Com isso, moradores podem pagar por produtos e serviços em estabelecimentos do bairro, incentivando o consumo local e evitando que o dinheiro saia da região.
Além da moeda social, o banco também oferece microcrédito com juros baixos, facilitando o acesso da população a empréstimos. A proposta é estimular tanto a produção quanto o consumo dentro do Conjunto Palmeiras, criando oportunidades e reduzindo a necessidade de os moradores deixarem o bairro em busca de melhores condições.
O Banco Palmas também inovou ao criar um sistema semelhante a um “Pix interno”, que possibilita transações rápidas entre os usuários da moeda social. A tecnologia amplia o alcance do projeto e moderniza as formas de pagamento dentro da comunidade, tornando o modelo ainda mais eficiente.
Outra iniciativa importante é o Palmas Solar, programa de energia renovável que oferece descontos na conta de luz para famílias de baixa renda. Com a proposta de energia mais barata sem custo inicial, o projeto contribui diretamente para a redução de despesas básicas, consolidando o Banco Palmas como referência em inclusão financeira e desenvolvimento comunitário no país.
Francielle Barroso
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