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Quem é Júnior Mano, deputado investigado por desvio de verbas públicas no Ceará

A investigação começou na Polícia Federal do Ceará, após uma denúncia da prefeitura de Canindé.

A Polícia Federal cumpriu, nesta terça-feira, 8 de julho, mandado de busca e apreensão contra o deputado federal Júnior Mano (PSB-CE). A operação investiga suspeita de desvio de recursos públicos no estado do Ceará por meio de fraudes em processos de licitação.

Quem é Júnior Mano

Antônio Luiz Rodrigues Mano Júnior, conhecido como Júnior Mano, foi eleito deputado federal pelo Ceará em 2022, com 216.531 votos. Ele foi o segundo deputado federal mais votado na época, atrás apenas de André Fernandes (PL), que teve 229 mil votos.

Foto: Divulgação/ Câmara dos DeputadosDeputado Júnior Mano
Deputado Júnior Mano

O deputado foi eleito pelo PL (Partido Liberal), do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em 2024, Mano foi expulso do partido após participar da campanha de Evandro Leitão (PT) à prefeitura de Fortaleza. Leitão concorria com André Fernandes, correligionário de Júnior Mano.

O deputado ajudou a organizar um ato de apoio a Leitão, reunindo, segundo o próprio Júnior Mano, 41 prefeitos cearenses para pedir votos ao candidato petista.

Como funcionava o esquema de desvio de recursos públicos no Ceará

Segundo as investigações da Polícia Federal, há suspeita de um esquema para articular o direcionamento de verbas públicas a determinados municípios cearenses mediante contrapartidas financeiras ilícitas, além de influenciar procedimentos licitatórios por meio de empresas vinculadas ao grupo.

A investigação começou na Polícia Federal do Ceará, após denúncia da prefeitura de Canindé, um dos municípios onde a polícia cumpriu mandado de busca e apreensão nesta terça-feira. O processo foi enviado ao STF após surgirem indícios da participação de Júnior Mano. Em parecer, a Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu a manutenção do caso na Corte.

A Justiça determinou o bloqueio de R$ 54,6 milhões em contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas investigadas. As condutas investigadas envolvem os crimes de organização criminosa, captação ilícita de sufrágio, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica com fins eleitorais.

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