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Fenômeno “Lua do Veado” poderá ser visto nesta quinta; veja o que significa

A denominação vem de uma tradição ancestral de comunidades indígenas norte-americanas.

Na noite desta quinta-feira (10), a famosa “Lua do Veado” promete encantar os céus e os olhares mais atentos. O fenômeno, visível das 18h até as 6h da manhã seguinte, marca a fase de Lua cheia do mês de julho, quando o astro se posiciona de maneira oposta ao Sol e aparece completamente iluminado.

Apesar do nome curioso, a Lua do Veado não tem nada de exótico em sua aparência. A denominação vem de uma tradição ancestral de comunidades indígenas norte-americanas, que associavam as fases da Lua cheia a eventos naturais sazonais. No caso de julho, é o período em que veados e cervos começam a desenvolver os chifres, entrando na fase adulta.

Foto: Inteligência ArtificialLua do Veado
Lua do Veado

“Em algumas comunidades, eles têm o costume de nomear cada Lua cheia com algo que seja significativo nesta época para eles. Não tem nada a ver com outras partes do mundo, principalmente para nós do Hemisfério Sul. Para os astrônomos, não há apelidos, eu diria apenas a ‘Lua cheia de julho'”, explica o professor de física e astronomia da Universidade de Brasília (UnB), Paulo Eduardo Brito.

Outros nomes tradicionais para a Lua cheia também existem. Segundo o presidente do Clube de Astronomia de Brasília, Adriano Leonês, a Lua cheia de maio é chamada de “Lua das flores”, em referência ao florescimento das rosas e cerejeiras nos Estados Unidos. Já a de junho recebe o nome de “Lua do Morango”, por coincidir com a temporada de colheita da fruta.

Ainda de acordo com a revista Space, a Lua cheia de julho também pode ser chamada de “Lua do Trovão”, devido às tempestades comuns no verão norte-americano. Já na Europa, ela é conhecida como “Lua do Feno”, pois coincide com a época da colheita da planta.

Ilusão de ótica: a Lua parece mais baixa?

Muitos observadores notam que, em algumas épocas, a Lua parece mais baixa ou mais próxima da Terra. Isso se deve à posição do astro no céu, especialmente durante o inverno no Hemisfério Sul, como explica Adriano Leonês: “Seu movimento aparente no céu de leste a oeste a deixa mais rasa no céu. Estamos em julho, mês do inverno, e, sendo assim, o Sol está mais posicionado ao norte”.

Essa percepção pode se intensificar ainda mais em 2025, quando ocorrerá o fenômeno chamado “Grande Parada Lunar”. Acontece a cada 18 anos e é provocado pela influência gravitacional do Sol, que altera a inclinação da órbita lunar em relação ao equador celeste da Terra. Isso pode fazer com que a Lua pareça excepcionalmente alta ou baixa, dependendo da estação.

Outro fenômeno comum durante a observação da Lua cheia é a coloração alaranjada que ela pode apresentar. No entanto, isso não se trata de uma mudança real na cor da Lua. É apenas o resultado da luz solar refletida no astro e filtrada pela atmosfera terrestre, que altera a tonalidade observada.

Apesar de não trazer fenômenos extraordinários como eclipses ou Superluas, a “Lua do Veado” continua sendo uma bela oportunidade para admirar o céu noturno e se conectar com tradições ancestrais.

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