Jaques Wagner diz que Reforma da Previdência tem quatro crimes

- atualizado

Aconteceu na última quarta-feira (20), no auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados, o lançamento da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Previdência Social e contra a reforma proposta pelo Governo Bolsonaro. Este colunista esteve no evento e conversou com o senador Jaques Wagner (PT-BA) sobre a Reforma da Previdência. Para o parlamentar, o otimismo dos interlocutores do Governo Bolsonaro para que o projeto seja votado no início do segundo semestre é uma “Fake News”.

“Esse governo já está conhecido dentro e fora do país como o governo das Fake News, traduzindo em português mais simples: o governo das invenções e das mentiras, eu acho muito difícil que eles consigam prosperar”, afirmou.

Wagner destacou ainda os principais pontos negativos da reforma. “Essa Reforma da Previdência tem quatro crimes maiores que é a retirada da Previdência da Seguridade Social da Constituição brasileira, acabar com a previdência pública através do regime de capitalização, reduzir os vencimentos de BPC (Benefícios de Prestação Continuada), que são recebidos por idosos maiores de 65 anos e pessoas com deficiência, e acabar ou dificultar as aposentadorias de trabalhadores rurais”, exemplificou.

Comissão que o presidente do Senado criou para acompanhar a PEC da previdência é ilegal

O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, constituiu uma comissão para acompanhar a Reforma na Previdência na Câmara dos Deputados. Sobre esse tema, Wagner disse que ir até à Câmara acompanhar a tramitação do projeto seria reduzir o papel dos senadores.

“Acho que a intenção do presidente [Davi alcolumbre] é positiva no sentido de entender quais são os pontos mais graves [...]". Entretanto, ao ser indagado por mim se tal atitude poderia tornar mais célere a tramitação ao ponto de prejudicar a discussão ampla, ele [Jaques Wagner] foi taxativo: "Não, eu não vou vir aqui acompanhar a tramitação na Câmara dos Deputados porque eu acho que seria reduzir o papel dos senadores e atravessaria completamente o Regimento e poderia causar inclusive, uma polêmica muito maior”, afirmou.

De acordo com Jaques Wagner, o presidente conversou com ele sobre a criação da comissão. “O presidente conversou comigo que queria um grupo de pessoas que pudesse começar a discutir os pontos mais polêmicos, mas não há previsão regimental para o acompanhamento daquilo que está acontecendo na Câmara”, declarou.

“A Câmara tem a sua independência, o Senado tem a sua independência, a matéria vai tramitar aqui [na Câmara dos Deputados] e quando chegar ao Senado, evidentemente, nós vamos passar por todos os processos e dispositivos regimentais para a discussão dessa matéria... [...], explicou.

Marcelo Freixo denuncia que o Presidente Bolsonaro quer acabar com a Previdência Social

Em sua fala, o deputado Marcelo Freixo (PSOL-Rio), durante o lançamento da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Previdência, ele criticou a reforma e disse que a intenção do governo Bolsonaro é acabar com a Previdência Social. "Essa é uma proposta de destruição da Previdência Social, ele [Bolsonaro] não propõe uma nova previdência, ele propõe a destruição completa da previdência através da destruição do regime de repartição", afirmou.

Confira parte da exposição do deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ), durante o lançamento da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Previdência, ocorrida nesse último dia 20 em Brasília-DF, especialmente no Auditório Nereu Ramos da Câmara dos Deputados.

Voltar para a home

Todo conteúdo, imagem e/ou opiniões constantes aqui neste espaço são de responsabilidade civil e penal exclusiva do colunista. O material aqui divulgado não mantém qualquer relação com a opinião editorial do GP1.

Sobre o autor

Especialista em Direito Público, Penal e Constitucional. Advogado licenciado. Comunicação Social no CEUT. Foi vereador de Teresina, presidente e diretor jurídico do SINPOLJUSPI e da COBRAPOL. Agente e Conselheiro Penitenciário. Atualmente é diretor e professor da ACADEPEN. Ministra disciplinas de Dir. Administrativo e Execução Penal na pós-graduação em Gestão Prisional da UESPI/SEJUS.